Site do Zé no ar novamente

Postado por Zé do Cerrado | | Posted On sexta-feira, 19 de março de 2010 at 13:02

É com muito prazer que venho dizer que nosso novo site está no ar, www.zedocerrado.com.br , acesse já e deixe lá seu tarrabufado.

Zé do Cerrado

Mafuá do Matuto - Poesia e recital no meio da feira

Postado por Zé do Cerrado | | Posted On segunda-feira, 15 de março de 2010 at 17:33

Criado para ser um local permanente de encontro, confluência e difusão da cultura sertaneja, o Mafuá do Matuto surgiu a partir de um movimento que ocorria semanalmente no Mercado da Madalena, onde a comunidade sertaneja se reunia para realizar recitais poéticos e apresentações musicais.

("O Beijo que ela me deu" - Dedé Monteiro e Chico Pedrosa)




(Rapadura com água de quartinha - Dedé Monteiro)



Novo site no ar!

Postado por Zé do Cerrado | | Posted On at 17:27

Galera o site do Zé está passando por reformulações e está cheio de novidades. Aguardem!!!

“Ser poeta é tirar de onde não tem e colocar onde não cabe”

Postado por Zé do Cerrado | | Posted On domingo, 10 de janeiro de 2010 at 11:44

Repentistas comemoram a “profissão”, mas dizem que ainda falta muito para serem reconhecidos como tal





  • Ana Clara Brant


    Rafael Ohana/CB/D.A Press

    Grupo de poetas cantadores na Feira da Guariroba: luta para que o repente seja um patrimônio imaterial reconhecido pelo Iphan



    A frase ao lado é de um dos maiores repentistas de todos os tempos, o paraibano Pinto do Monteiro, também conhecido como a Cascavel do Repente, e, também, uma espécie de lema de vida para boa parte desses artistas do improviso. O colega e cearense Francisco das Chagas, 35, vai mais além: ser repentista é matar um leão por dia, é ir ao show sem saber o que vai fazer. “Uma luta diária, sem dúvida. Mas que vale muito a pena”, destaca.

    Essa arte secular veio para o Brasil no início do século 19. Trazida por trovadores portugueses, espanhóis e franceses, incorporou o jeitinho tupiniquim de ser, ou melhor, o jeitinho nordestino, tornando-se certamente um dos principais patrimônios do Nordeste.

    “Ela chegou ao Brasil na região da Serra do Teixeira, divisa entre a Paraíba e Pernambuco, trazida pela literatura de cordel e hoje é uma das marcas do povo nordestino, especialmente dos paraibanos, pernambucanos, potiguares e cearenses”, explica o presidente da Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno (Acrespo), Chico de Assis, 47 anos.

  • O verdadeiro significado de alguns ditados populares

    Postado por Zé do Cerrado | | Posted On quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 at 10:26



    Você não precisa ir a Roma para entender o significado de alguns ditados populares. Aqui pertinho, no Cultura Nordestina, você não fica a ver navios e aprende tudo sem cair no conto do vigário.

    Alguns ditados populares e suas devidas correções:

    Dito Popular: “Quem tem boca vai a Roma”.
    O correto seria: “Quem tem boca vaia Roma”. (do verbo vaiar).

    Dito Popular: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
    O correto seria: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.

    Dito Popular: “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
    O correto seria: “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”.

    Dito Popular: “Cuspido e escarrado”. (alguém muito parecido com oura pessoa).
    O correto seria: “Esculpido em carraro”. (tipo de mármore).

    Dito Popular: "Quem não tem cão, caça com gato".
    O correto seria: "Quem não tem cão, caça como gato". (ou seja, sozinho, esgueirando, astutamente, traiçoeiramente).

    A cantoria nos tempos modernos

    Postado por Zé do Cerrado | | Posted On terça-feira, 22 de dezembro de 2009 at 16:58

    Os antigos repentistas eram pessoas simples e raramente sabiam ler e escrever corretamente. Mas com o passar do tempo as coisas mudam. A ciência e a tecnologia avançam e novos valores surgem. E mesmo que não percam suas raízes, os cantadores não podem ficar para trás no tempo. Eles precisam acompanhar as transformações que surgem no dia a dia, pois precisam de novas e constantes informações para abordar temas modernos.

    O violeiro tem que acompanhar tudo que acontece no Nordeste, no Brasil e no mundo, bem como estar por dentro da internet, robotização, efeito estufa e aquecimento global, por exemplos. E ainda ter conhecimento geral sobre Geografia, História, Ciência e muitas outras coisas. A astúcia e o raciocínio rápido também são indispensáveis para um bom cantador.

    Se os atuais repentistas não tiverem as qualidades e atributos acima, estão sujeitos a “levar uma surra” do adversário, durante um desafio. Um exemplo do que foi dito acima está nesta obra prima de Galope à Beira Mar, onde os dois renomados repentistas demonstram desenvoltura, talento, habilidade e conhecimento sobre o corpo humano:



    Fonte: Cultura Nordestina

    Atividade de repentista é reconhecida como profissão

    Postado por Zé do Cerrado | | Posted On segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 at 13:45

    Atividade de repentista é reconhecida como profissão

    Com a presença de mais de 30 repentistas de vários estados nordestinos, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (25), projeto de lei do deputado André de Paula (DEM-PE), que reconhece a atividade de repentista como profissão artística. A proposta foi aprovada em decisão terminativa pela comissão.
    De acordo como o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), relator da proposta (PLC 174/07) no Senado, a medida visa a atualizar lei que trata da regulamentação das profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões (lei 6.533/78), que não incluia a atividade de repentista entre os artistas.
    Repentista, pelo projeto, é quem usa o improviso rimado como meio de expressão artística cantada, falada ou escrita, com composição feita de imediato ou pelo recolhimento de composições de origem anônima ou da tradição popular. Assim, ressalta Crivella, são considerados repentistas os cantadores e violeiros improvisados, os emboladores e cantadores de coco, os poetas repentistas e os cantadores declamadores de causos da cultura popular, bem como os escritores da literatura de cordel.
    Crivella informou que o repente saiu do interior do Nordeste e hoje está presente nos grandes centros urbanos do Brasil. Essa manifestação cultural, ressaltou o senador, ultrapassa as referências culturais populares nordestinas.
    - O repente nordestino é um dos melhores exemplos de uma arte popular complexa e dinâmica. Este fenômeno cultural é elemento dos mais importantes de uma tradição poética em processo constante de adaptação a novas condições – observou Marcelo Crivella.
    Rosalba disse ainda que no período da ditadura militar essa forma de expressão artística era um dos únicos meios de divulgação de mensagens educativas, na qual os estudantes encontravam estímulo para lutar pela liberdade.
    Após a aprovação da proposta, comemorada por diversos senadores, repentistas cantaram o Repente da Vitória: “O repente tem dois séculos, e foi reconhecido agora”.


    Fonte: http://marcelocrivella.com.br/site/?p=1695